loucura. eu chamo-lhe de loucura.
chamas de amor a uma futilidade inexplicável que te atinge o coração, que te bombeia paixão para todos os cantos do teu corpo, até os mais pequenos, até aqueles que nem a tua própria mente pensa existirem. deitar, acordar a tempo de ver o sol a nascer, não chores, ou chora. gritos incontroláveis, um orgasmo espontâneo mental incontrolável. tudo é incontrolável quando pouco se consegue controlar. e na troca das palavras surgiu a troca dos nossos olhares. num conselho amigo encontro eu o caminho para o abismo. dancei o tango com os mortos quando apanhei o comboio com destino ao inferno. por curiosidade ouvi os demónios que a minha mente atacaram. sentido de vida alterado que me deixou na ilusão de viver a mais na realidade. realidade essa que enterrei numa noite sombria, num lugar longínquo, no fundo da minha mente, no ridículo dos meus dias, na idiotice da minha pessoa. naquilo que me tornei. em anos, meses, as descobertas são imensas, as curas para a minha loucura são poucas. eu não me curo, não me trato. não há milagres. não creio na ciência, mas creio em tudo que a ciência deixou em mim. vestígios apagados de um assassinato mental, sem testemunhas, sem provas, sem evidências. morreu. num piscar de olhos deixei todas as minhas emoções vaguearem à flor da minha pele. conhecido ou desconhecido, jamais alguém conseguirá travar a guerra dos corpos, a guerra das palavras. o combate aos sentimentos indesejáveis, desejo por esse teu desejo de forma a tentar o fruto proibido. eu não me troco, mas sem querer me troquei no meio de sonhos desfeitos e igualdades quebradas. tropecei na pedra que actualmente uso para atacar quem tenta chegar aos meus pontos fracos. pontos fracos, os meus pontos fortes. a luta deixa marcas, cicatrizaram, a cicatriz mantém-se para toda a eternidade absurda. sou a princesa que deixou de crer em contos. beleza artificial estampada no rosto da boneca que hoje guardei no baú das recordações. recordações queimadas, perdidas. tentei tirar do meu pior o meu melhor. preciso de algo. frio ou quente, não importa. preciso de algo que me faça estremecer, que me faça sentir nas nuvens. que me faça percorrer o infinito de forma imaginária. apanhei o expresso da loucura. perdi-me na imensidão da saudade. onde o vento me levou. não confies nem escutes esse velho desconhecido. desconhecido largado ao sabor sabe-se lá do quê. eu larguei-me ao sabor de ti. sinto falta da paixão que deixavas transpassar por entre os lençóis. por entre a química sentida por ambos os corpos. o desconhecido é o sábio. quero saber demais o que há muito deixei de saber. entre quatro paredes murmuro a minha demência. relevância mostrada perante monstruosidades. sonho lúcido. a bebida é mais forte, o meu organismo é mais fraco. tocou, foi-se. ângulos provisórios de uma personalidade fingida. uma cara, duas caras, conta as caras. o sangue que derramo muito descreve. é fictício a importância que dás. eu voei, já disse que voei! deixai-me ao menos tirar partido da loucura, posto que não posso tirar da minha lucidez. chamas-lhe de amor, eu chamo de falas decoradas. uma perfeita banalidade, banalidade essa tornada pela sociedade. é mental, é físico. já não importa o que há muito deixou de importar. corruptos felizes no meio de infelicidade. contei à estrela que queria ser feliz, ela não acreditou. riu-se de mim! encarnei numa personagem, a minha personagem. tomara! caminha, caminha, vê lá não tropeces. é curto, mentira curta. é a verdade. não chores! sorri. a vida é curta meu caro amigo, aprende a ser feliz! se não aprenderes não tem problema, faz de conta. o faz de conta está na moda. eu aprendi a fazer de conta com quem de mim fazia troça. não troces para não seres troçado. um dia a vida deixa-te de troçar. dá-me mais beleza, mais sinceridade, mais lealdade. o teu olhar enganador hipnotizou-me. deixei de me enganar a mim. traz a nossa história, hoje vamos até à lua.
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