facetas.

tonturas, coração sente, sente, sente. estás preparado para a montanha-russa do amor? a tentação que saltita no teu coração, a vontade incontrolável de querer algo impossível. sempre ouvi dizer meu caro, que o fruto proibido é o mais apetecido. quem se atreve a subir tão alto, ou a descer tão baixo (é um facto) para o ir apanhar? nem tal cobarde, nem tal corajoso se coloca em posição que é capaz de levar um ser ao extremo dos extremos. ácidos, puxa de um bafo. criticas não me levam a outros patamares, elogios também não. paranóia. chama-me o médico do amor, o feiticeiro de voodoo. quero o causador de tanta destruição ajoelhado a meus pés, um perdão sincero saído da boca de alguém tão maligno não é algo em que confiar; mesmo sendo sincero. quem mente hoje, mente sempre. cafeína, só mais um pouco. quatro da madrugada, o sono não vem, a paranóia não vai. ursos voam, elefantes cantam. se eu gelo tu aquece-me, se eu esquento tu arrefece-me. distância quebra corações, amor supera barreiras. corpo morto, mente alerta. um beijo na testa será sinal de respeito ou de traição? talvez aqueles que tu pensas mais respeito terem por ti, são aqueles que mais facilmente te traem. companheiros de aventuras, viagens pelo além. voando sob as ondas do mar, nadando sob grandes montes de areia. trocas e baldrocas(?)  depois de uma página de jornal deitada fora resta-me o copo com o café que já gelou de tanto tempo estar na minha mão. sou vagabunda, recorro a transportes desconhecidos. apanho o comboio que para mais longe me leva e para perto nunca me trás, mendigos pedem por dinheiro, eu ponho-me a mendigar por vida, por mais um pouco de ti. escassez múltipla do teu pequeno olhar. errei na linha, sentido inverso ao imaginável. anseio ansiosamente de forma ansiosa o teu toque. neutro, ou não estás cá? não te vejo, eu olho para ti mas não te vejo, eu toco em ti mas não estás cá. mais trocas e baldrocas(?) recados de confiança, surpresas de desilusões. Pai Natal, eu sei que o Natal já passou, mas podes-me trazer para perto o que um dia alguém me levou? pensamento infantil baseado em contos encantados. as bruxas existem, estão mais perto do que pensas. morte cerebral, o coração continua a bater. mexe e remexe; já não vai sobreviver. dimensões absurdas, sonhos absurdos. era uma vez uma ferida que sarou sem nunca existir. e agora? sorriso falso com falsas mentiras, verdades nas mentiras. corri para um cais abandonado, sumiram as pessoas, os barcos, não há cantarolar dos pássaros nem a luz do dia, chove e brilha um sol sem brilho. será que algum dia isto terá sentido? alma que sabes tu e que eu não sei? explica à minha mente o que eu nunca encontrarei.

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