ouve a vida.

acordei, acordei com uma certeza talvez incerta de que o que criei, não importa o quê e com quem (!), não foi mais que um mero fruto procedente da minha imaginação extremamente fértil, que me leva para campos extraordinários. levaram-me o coração, da minha alma resta-me tudo em um pedaço de nada. digam-me, digam-me com toda a sinceridade, qual é o fundamento do mais patético sentimento, sim, esse amor, ou como lhe querem chamar, de que vocês pessoas sem coração tanto conversam, tem de tão importante? "experimentei esse prato, sabor intenso, continuei a "provar" o mesmo repetidamente, cativou-me sem "como's" e sem "porquê's", mas como tudo, também se estragou, ou simplesmente enjoei, e quero outro." é assim que a vocês, o amor vos toca?! Deus!!! nem eu tão jovem, tão ingenua... aliás, como dizia, nem eu que sou uma aprendiz nesta vista, tenciono apaixonar-me, mesmo que o amor surja sem intenções. banalizaram o amor. não confundam sexo com amor, nem paixão com atração, somente associem ambos a uma ilusão. eu é que sonho em exagero, e vocês é que ultrapassam os extremos. falando noutros termos, já não apelo a ninguém. "tão nova e já assim? tens muito para aprender minha menina!" e a vocês que tanto falam e nada sabem tenho eu vontade de vos mandar ir bugiar. há pessoas de quarenta anos com menos experiência de vida quanto a certos jovens que por aí andam, agora a vós digo-vos eu que idade nada tem haver para experiências ultrapassadas! como podem vocês, povo ingrato, querer obter uma melhor sociedade se nem bem por vós, fazeis?! a minha cabeça baralhada concentra-se no frio que lá fora está, e o corpo agasalhado está. as minhas mãos gélidas são o espelho da minha alma, pouco escrevem mas tanto dói. de tudo um pouco, é incerto o que sei, e do que afirmo saber, pouco sei. tanto fez, e hoje onde estão os feitos de quem prometeu muito fazer?! não te fies nas promessas, até os mais sábios se enganam. esperto é aquele que quando acorda, por burro se faz. paradoxo, complexo, complementar. fecha os olhos, não tenhas medo do que de ti se ri, esse que outrora te tentou, tentará a tua alma mais uma vez. as vozes que ecoam na minha cabeça, amanhã fazer-me-ão falar mais alto, fazendo a minha voz elevar-se até ao céu, e se o Céu cair, deixa-o vir. não falem, não olhem, não oiçam, sintam. fazer por fazer, gosto faltar-me-à. procura o que te faz feliz, e não o que te entretém. não faças "àquele/a" o que fizeste à tal camisola que querias mas não precisavas, e que quando a usaste foi somente para dizeres que a tinhas.

Cumprimentos àqueles que preferem fazer amor com prazer, do que fazer sexo por fazer. serve para aqueles jovens que pensam que perder a Virgindade é sinal de maturidade e que vos traz mais beldade, enganam-se, é um processo natural da Humanidade. guardem-no para vocês, sintam a adrenalina, sejam felizes, mas não se aproveitem da dignidade dos outros, nem sujem a vossa também. 
Beatriz Rocha, 22-10-2012.

3 comentários:

  1. continuas grande, e os textos são lindos, e sinceros. tenho dito, continua. e apesar de andarmos distantes, sbs q estou do teu lado, para o que der e vier, amo-te.

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